Distribuição dos estilos de aprendizagem e sua relação com variáveis sociodemográficas e acadêmicas em estudantes de Odontologia: um estudo transversal.
Resumo
Introdução: Compreender os estilos de aprendizagem em estudantes da área da saúde é uma ferramenta relevante para orientar a reflexão pedagógica e reconhecer a diversidade de abordagens de aprendizagem. Em odontologia, a formação progride de etapas teóricas para cenários clínicos cada vez mais complexos, tornando pertinente analisar como essas preferências se distribuem ao longo da trajetória educacional.
Objetivo: Analisar a distribuição dos estilos de aprendizagem entre estudantes de odontologia de uma universidade privada em Santiago, Chile, durante o ano de 2025, considerando sua relação com gênero, idade e ano acadêmico.
Métodos: Estudo transversal. Participaram 177 estudantes do primeiro ao quinto ano (taxa de resposta: 53,8%). Foi aplicado o Questionário de Estilos de Aprendizagem de Honey-Alonso (CHAEA). A consistência interna foi avaliada utilizando o alfa de Cronbach (α = 0,592–0,729). Testes não paramétricos foram utilizados para comparações por gênero e ano acadêmico, correlação de Spearman para idade e análise post-hoc com correção de Bonferroni. Os tamanhos do efeito foram estimados utilizando o eta-quadrado (η²).
Resultados: O estilo teórico foi o mais frequente (33,9%), seguido pelo reflexivo (28,8%), pragmático (19,2%) e ativo (18,1%). Não foram observadas diferenças significativas na distribuição dos estilos predominantes por gênero (p=0,051), mas diferenças foram encontradas entre os anos acadêmicos para todos os quatro estilos (p<0,001), com grandes tamanhos de efeito (η²=0,14–0,33). As maiores diferenças concentraram-se entre o terceiro e o quarto ano, coincidindo com o início do ciclo clínico. O estilo pragmático apresentou correlação positiva moderada com a idade (r=0,526; p<0,001) e o estilo teórico, correlação negativa moderada (r=-0,432; p<0,001).
Conclusão: Os estilos de aprendizagem diferem de acordo com a etapa da formação dos estudantes de odontologia, com maiores diferenças observadas entre os cursos pré-clínicos e clínicos. Embora o desenho do estudo não permita alterações ao longo do tempo, os resultados reforçam a necessidade de implementar estratégias pedagógicas diversificadas e coerentes, adaptadas às diferentes etapas da formação.
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