«Nós sofremos violência todo dia!»: Representações sociais e vivências de violência para pessoas transgêneras

  • Luiz Paulo Ribeiro Centro Universitário de Belo Horizonte, Brasil
  • Fabiana Bacellar Villani
  • Ivan Paulo da Silva
  • Patrícia Tamara de Souza Alexandre
Palabras clave: identidad de género, la violencia, representaciones sociales, políticas públicas.

Resumen

Este texto tiene como objetivo analizar las representaciones sociales sobre la violencia para la población "T" (travesti y transexual) de Belo Horizonte/Brasil. Se utilizó entrevistas semiestructuradas y el análisis de contenido temático conjugado con el análisis léxico a través del software Iramuteq®. Se entrevistó a nueve (9) personas elegidos por disponibilidad. Los resultados apuntan que la RS estudiada está organizada en cuatro clases: (a) vivencias de la violencia (b) instituciones y proceso transicional, (c) identidad y género y (d) cuerpo y vivencia social. Así, la representación social de la violencia hacia las personas transgénero está relacionada con sus experiencias de vida, su proceso transicional, la aceptación familiar y la vivencia social.

Biografía del autor/a

Luiz Paulo Ribeiro, Centro Universitário de Belo Horizonte, Brasil
Psicólogo, maestría en Promoción de Salut y prevención de la violencia, Doctor en educación.

Referencias

Arán, M., Murta, D., & Lionço, T. (2009). Transexualidade e saúde pública no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 14(4), pp. 1141-1149. doi:http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232009000400020

Arbatani, T., Aqili, S., Labafi, S., & Omidi, A. (2016). Social representations of iranian transsexual people in the media: a thematic analysis. International Journal of Academic Research in Business and Social Sciences, 6(5), pp. 273-284. doi:10.6007/IJARBSS/v6-i5/2142

Baptista, G., Silva, O., Menandro, M., & Bonomo, M. (2016). Representações sociais de homens e mulheres transexuais para estudantes de psicologia. Anais do IV Seminário Internacional de Educação e Sexualidade, (pp. 1-15). Vitória-ES. Fonte: http://www.gepsexualidades.com.br/resources/anais/6/1466680421_ARQUIVO_Pessoastranstrabalhocompleto(ultimaversao).pdf

Bento, B. (2008). O que é transexualidade. São Paulo: Brasiliense.

Brasil. (2013). PORTARIA Nº 2.803, DE 19 DE NOVEMBRO DE 2013 - Redefine e amplia o Processo Transexualizador no Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Ministério da Saúde. Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt2803_19_11_2013.html

Butler, J. (2017). Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade (13ª ed.). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Camargo, B., & Justo, A. (2013). Tutorial para uso do software de análise textual IRAMUTEQ. Florianópolis: Laboratório de Psicologia Social da Comunicação e Cognição (LACCOS) - UFSC. Fonte: www.iramuteq.org/documentation/fichiers/tutoriel-en-portugais

Caravaca-Morera, J., & Padilha, M. (2017). Social representations of sex and gender among trans people. Revista Brasileira de Enfermagem, 70(6), pp. 1235-1243. doi: http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0581

Carrieri, A., Souza, E., & Aguiar, A. (2014). Trabalho, Violência e Sexualidade: Estudo de Lésbicas, Travestis e Transexuais. RAC - Revista de Administração Contemporânea, 18(1), pp. 78-95. Acesso em 25 de novembro de 2017, disponível em http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=84029528006

Cruz, E. F. (2011). Banheiros, travestis, relações de gênero e diferenças no cotidiano da escola. Revista Psicologia Política, 21(11), 73-90. Acesso em 25 de Novembro de 2017, disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-549X2011000100007

Efrem Filho, R. (2016). Corpos brutalizados: conflitos e materializações nas mortes de LGBT. Cadernos Pagu(46), pp. 311-340. doi:http://dx.doi.org/10.1590/18094449201600460311

Itaqui, L., & Felippi, G. (2017). Cinema, psicologia e homoafetividade: reflexões das cenas do contemporâneo. Em L. P. Ribeiro, Família(s) e afetividade(s) (pp. 131-146). Rio de Janeiro: Gramma.

Jodelet, D. (2005). Experiência e representações sociais. Em M. S.

Menin, & A. d. SHIMIZU, Experiência e representação social: questões teóricas e metodológicas (pp. 23-56). São Paulo: Casa do Psicólogo.

Lanz, L. (2014). O corpo da roupa: a pessoa transgênera entre a transgressão e a conformidade com as normas de gênero. Programa de Pós-Graduação em Sociologia, Departamento de Ciências Sociais. Curitiba: Universidade Federal do Paraná.

Matão, M., Miranda, D., Campos, P., Teles, M., & Mesquita, R. (2010). Representações sociais da transexualidade: perspectiva dos acadêmicos de enfermagem e medicina. Revista Baiana de Saúde Pública, 34(1), pp. 101-118. Fonte: http://files.bvs.br/upload/S/0100-0233/2010/v34n1/a1423.pdf

Moscovici, S. (2012). A psicanálise, sua imagem e seu público. Petrópolis/RJ: Vozes.

Ribeiro, L. P. (2017). O campo, a violência e a educação do campo: representações sociais sobre a violência de educandos do curso de licenciatura em educação do campo. Rio de Janeiro: Gramma.

Ribeiro, L., & Antunes-Rocha, M. (2016). História, abordagens, métodos e perspectivas da teoria das representações sociais. Psicologia e Sociedade, 28(2), pp. 407-409. doi:http://dx.doi.org/10.1590/1807-03102016v28n2p407

Rocha, Â., Ban, G., & Valenga, R. (21 de Agosto de 2017). Brasil é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo. Fonte: Periódico UEPG: http://periodico.jor.br/index.php/direitos-humanos/669-brasil-e-o-pais-que-mais-mata-travestis-e-transexuais-no-mundo

Santos, A. B., Shimizu, H. E., & Merchan-Hamann, E. (2014). Processo de formação das representações sociais sobre transexualidade dos profissionais de saúde: possíveis caminhos para superação do preconceito. Ciência e Saúde Coletiva, 19(11), pp. 4545-4554. doi:http://dx.doi.org/10.1590/1413-812320141911.15702013.

Silva, G., Souza, E., Sena, R., Moura, I., Sobreira, M., & Miranda, F. (2016). Situações de violência contra travestis e transexuais em um município do nordeste brasileiro. Revista Gaúcha de Enfermagem, 37(2), pp. 1-7. Acesso em 25 de Novembro de 2017, disponível em http://www.scielo.br/pdf/rgenf/v37n2/0102-6933-rgenf-1983-144720160256407.pdf

Souza, H., & Bernardo, M. (2014). Transexualidade: as consequências do preconceito escolar para a vida profissional. Bagoas - estudos gays: gêneros e sexualidades, 8(11), pp. 157-175. Acesso em 25 de novembro de 2017, disponível em https://periodicos.ufrn.br/bagoas/article/view/6548/5078

Transgender Europe. (30 de Março de 2017). TMM Update Trans Day of Visibility 2017 - Press Release. Fonte: Transgender Europe: http://transrespect.org/en/tdov-2017-tmm-update/

Ventura, M. (2010). A transexualidade no tribunal: saúde e cidadania. Rio de Janeiro: EdUERJ.

Publicado
04-02-2019
Cómo citar
Ribeiro, L., Villani, F., da Silva, I., & Souza Alexandre, P. (2019). «Nós sofremos violência todo dia!»: Representações sociais e vivências de violência para pessoas transgêneras. IQual. Revista De Género E Igualdad, (2), 22-40. https://doi.org/10.6018/iQual.327291