A Pesquisa Básica aplicada à clínica na Lesão Renal Aguda
Resumo
Muito tem sido estudado sobre a patogênese da insuficiência renal aguda em modelos experimentais. Mais recentemente alguns autores têm considerado que o termo lesão renal aguda (LRA) caracterize de forma mais completa esta condição, considerada a possibilidade de reversão. A utilização de cultura de células, tecidos, órgãos e animais é essencial para reunir informações necessárias para o completo entendimento desse processo mórbido. Os questionamentos iniciam sim com o paciente, mas, a compreensão dos mecanismos fisiológicos e patológicos necessita de modelos mais simples.Este estudo tem por objetivo analisar o emprego da pesquisa básica na clínica da LRA e parte do pressuposto que o avanço da sociedade científica se pauta na aplicação de dados inovadores que possibilitem a definição de propriedade intelectual que culmine com a melhora da saúde das populações, sem a expectativa de aplicação imediata de resultados. A ciência básica deve ser mais uma experiência de pesquisa que também compete ao enfermeiro.
Nesse estudo foi realizada uma revisão bibliográfica no período de 1999 a 2009, em periódicos indexados nas bases de dados Medline, LILACS, SciELO, e em livros, em língua portuguesa e inglesa. Foi seguida então por uma análise dos conteúdos acessados que melhor se adequaram ao tema proposto. Foram utilizados os seguintes termos: lesão renal aguda, pesquisa básica, enfermagem.
Conclui-se que a pesquisa básica e a clínica se complementam e para isso devem ser realizadas por equipe multiprofissional. Neste ambiente, o enfermeiro se confronta com dois obstáculos: dificuldade em conhecer resultados de pesquisa e, principalmente a aplicação destes. É imperativo que o enfermeiro esteja inserido no grupo que transmite a idéia, mas também no grupo que cria a idéia.
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