Qualidade da dieta de nutrizes utilizando o Índice de Alimentação Saudável

Autores

  • Ronilson Ferreira Freitas Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM.
  • Diego Silva Caetano Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM.
  • Angelina do Carmo Lessa Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM.
  • Mariana de Souza Macedo Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG.
  • Nísia Andrade Villela Dessimoni Pinto Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM.
  • Romero Alves Teixeira Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM.
DOI: https://doi.org/10.6018/eglobal.17.3.285011
Palavras-chave: Consumo Alimentar, Índice de Alimentação Saudável, Nutrição Materna, Nutrizes

Resumo

Objetivo: Avaliar a qualidade global da dieta das nutrizes utilizando como instrumento o Índice de Alimentação Saudável.
Metodologia: Realizou-se um estudo epidemiológico observacional transversal, tendo como instrumentos de coleta dos dados, um questionário semiestruturado para caracterização da amostra e o recordatório de ingestão habitual. A qualidade da dieta foi avaliada por meio do Índice de Alimentação Saudável (IAS) validado para a população brasileira. Para as análises, foram estimadas as médias e desvios padrão, as medianas e intervalos interquartílicos do IAS total e de cada componente. Utilizou-se o teste de Kolmogorov-Sminorv para testar a normalidade dos dados. As médias de pontuação total do IAS por grupos de acordo com as variáveis sociodemográficas, nutricionais e obstétricas foram avaliadas utilizando os testes t de Student, ANOVA e Teste “post hoc” de Tukey.
Resultados: Foram estudadas 106 nutrizes com média de pontuação do IAS total de 64,36±10,68 e os alimentos do grupo das frutas total, fruta inteira, cereal total, cereal integral e leite e derivados, foram os componentes do IAS das nutrizes com menores pontuações, e com maior frequência de nota mínima. Foi possível observar um baixo consumo de frutas totais, frutas inteiras, cereais totais, cereais integrais e leite e derivados. Na comparação entre as médias e medianas da pontuação total do IAS com as variáveis demográficas, socioeconômicas, nutricionais e obstétricas das nutrizes, observou-se que mulheres com 12 ou mais anos de estudo completos tiveram média significativamente maior em relação às nutrizes com menor escolaridade.

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Biografias Autor

Ronilson Ferreira Freitas, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM.

Mestrando em Saúde, Sociedade e Ambiente pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM.

Diego Silva Caetano, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM.

Graduando em Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM. Bolsista de Iniciação Científica pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG.

Angelina do Carmo Lessa, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM.

Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia – UFBA. Professora Adjunta da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM.

Mariana de Souza Macedo, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG.

Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG.

Nísia Andrade Villela Dessimoni Pinto, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM.

Doutora em Ciências dos Alimentos pela Universidade Federal de Lavras – UFLA. Professora Adjunta da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM. 

Romero Alves Teixeira, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM.

Doutor em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Professor Adjunto da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM. 

Qualidade da dieta de nutrizes utilizando o Índice de Alimentação Saudável1

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Publicado
29-06-2018
Como Citar
[1]
Ferreira Freitas, R. et al. 2018. Qualidade da dieta de nutrizes utilizando o Índice de Alimentação Saudável. Enfermería Global. 17, 3 (jun. 2018), 144–179. DOI:https://doi.org/10.6018/eglobal.17.3.285011.
Edição
Secção
ESTUDOS ORIGINAIS