Qualidade de vida de pessoas com hanseníase atendidas em um hospital de referência, Paraíba-Brasil

Autores

  • Cibelly Nunes Fortunato Universidade Federal da Paraíba
  • Ana Cristina Oliveira e Silva Universidade Federal da Paraíba
  • Micheline da Silveira Mendes Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa - Paraíba
  • Sérgio Vital da Silva Júnior Universidade Federal da Paraíba
  • Allan Batista Silva Universidade Federal da Paraíba
  • Maria Eliane Moreira Freire Universidade Federal da Paraíba
DOI: https://doi.org/10.6018/eglobal.18.4.342601
Palavras-chave: Hanseníase, Qualidade de vida, Enfermagem

Resumo

Objetivo: Avaliar o grau de comprometimento da qualidade de vida de pessoas com hanseníase, segundo variáveis sociodemográficas e clínicas.
Método: Estudo descritivo, transversal, quantitativo, envolvendo 45 pacientes de um hospital de referência, localizado em João Pessoa, Paraíba, Brasil. Para obtenção dos dados, realizou-se entrevistas a partir de questionário semiestruturado, contemplando variáveis sociodemográficas e clínicas dos participantes; para avaliar sua qualidade de vida foi utilizado o instrumento Dermatology Life Quality Index, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal da Paraíba. Na análise dos dados, utilizou-se o Teste não-paramétrico do Qui-quadrado de Pearson com nível de significância de 5% (p<0,05), sendo utilizado a Correção de Continuidade de Yates, quando necessário.
Resultados: Evidencia-se uma prevalência dos indivíduos do sexo masculino, pardos, solteiros, com idade entre 18 e 40 anos, com renda familiar inferior a três salários mínimos e baixa escolaridade. Desse total, 88,9% apresentavam a forma clínica multibacilar da hanseníase e 60% deles, com grau de comprometimento da qualidade de vida vaiando de moderado a muito grave, segundo escores do instrumento utilizado.
Conclusão: Reafirma-se o importante impacto da hanseníase na qualidade de vida de seus portadores, tal como indicado pelos altos escores obtidos na aplicação do DLQI.

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Biografias Autor

Ana Cristina Oliveira e Silva, Universidade Federal da Paraíba

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem Clínica e do Programa de Pós-Graduação em enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Agravos Infecciosos e Qualidade de Vida da Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Micheline da Silveira Mendes, Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa - Paraíba

Enfermeira. Especialista em Dermatologia e Estomaterapia - Faculdade Santo Augusto - Rio Grande do Sul Brasil. Discente do curso de pós-graduação - Mestrado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz,  Recife, Pernambuco. Assessora Técnica na Coordenação de Hanseníase e Tuberculose na Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa, Paraíba, Brasil. Enfermeira do Hospital de Doenças Infectocontagiosas Dr. Clementino Fraga, João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Sérgio Vital da Silva Júnior, Universidade Federal da Paraíba

Enfermeiro. Discente do curso de Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba. Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Bioética e Cuidados Paliativos da Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, Paraíba, Brasil.

Allan Batista Silva, Universidade Federal da Paraíba

Enfermeiro. Discente do curso de Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Modelos de Decisão e Saúde da Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa, Paraíba, Brasil

Maria Eliane Moreira Freire, Universidade Federal da Paraíba

Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem Clínica e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba. Vice-líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Agravos Infecciosos e Qualidade de Vida da Universidade Federal da Paraíba. Enfermeira do Hospital Universitário Lauro Wanderley. João Pessoa, Paraíba, Brasil

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Publicado
16-09-2019
Como Citar
[1]
Nunes Fortunato, C. et al. 2019. Qualidade de vida de pessoas com hanseníase atendidas em um hospital de referência, Paraíba-Brasil. Enfermería Global. 18, 4 (Set. 2019), 119–158. DOI:https://doi.org/10.6018/eglobal.18.4.342601.
Edição
Secção
ESTUDOS ORIGINAIS