Centro de pesquisa em agrofloresta: construção compartilhada de conhecimentos e práticas no Portal da Amazônia

  • Alexandre de Azevedo Olival Universidade do Estado de Mato Grosso, Brasil
  • Andrezza Alves Spexoto Instituto Ouro Verde, Alta Floresta, MT, Brasil
  • Marla Weihs Universidade do Estado de Mato Grosso, Brasil
  • Wendy-Lin Bartels Universidade da Flórida

Resumen

O trabalho relata a experiência do Centro de Pesquisa em Agrofloresta, iniciativa desenvolvida por técnicos, agricultores e pesquisadores para fortalecer o movimento agroecológico e agroflorestal na região Norte de Mato Grosso, Brasil. A partir de uma abordagem sistêmica, buscou-se construir um programa de pesquisa ação envolvendo agricultores, técnicos e pesquisadores de 05 universidades. O programa parte de questões específicas relacionadas aos principais sistemas produtivos existentes para estudar elementos relacionados a resiliência da agricultura familiar, articulando pesquisas quantitativas e qualitativas. Após 04 anos de trabalho, as atividades do centro de pesquisa, incluindo a realização de reuniões e questionários de avaliação, permitem identificar elementos facilitadores e limitantes no engajamento de diferentes sujeitos, destacando-se os objetivos e expectativas de pesquisadores, estudantes e agricultores, e as dificuldades associadas a articulação dos projetos de pesquisa e seus resultados. Por fim, a experiência reforça a importância e o potencial que a pesquisa possui em funcionar como ferramenta para fortalecer o processo de empoderamento das comunidades rurais.

Citas

Amaya AB. Yeates N. 2015. Participatory Action Research: new users, new contexts, new challenges. UK: Open University, Milton Keynes.

Barrozo JC. 2008. Mato Grosso do sonho à utopia da terra. Cuiabá: EdUFMT.

Bernasconi P. Buschbacher R, Schuster EM, Silva SAS, Baby A, Gislon L, Grabert M, Schütz D. 2016. Avaliação da resiliência do sistema socioecológico de médias e grandes propriedades rurais de Cotriguaçu (MT, Brasil). Sustentabilidade em Debate, 7(2): 53–72.

Bernasconi P. 2009. Avaliação ambiental integrada: território Portal da Amazônia. Alta Floresta: Instituto Centro de Vida.

Bopp M. 2001. Transdisciplinarity and participation: an evaluation of transdisciplinarity and participatory aspects of the IDRC ecosystem approaches to human health project initiative. Canadá: Four Worlds Centre for Development Learning.

Buschbacher R. 2014. A teoria da resiliência e os sistemas soecioecológicos: como se preparar para um futuro imprevisível. Boletim Regional, Urbano e Ambiental 9: 11-24.

Buschbacher R, Athayde S, Bartels WL, Mello R. 2016.

Avaliação da Resiliência como ferramenta para entender a fronteira amazônica como um sistema socioecológico. Sustentabilidade em Debate 7(2): 36–52.

Cacho MMTG, Giraldo OF, Aldasoro M. et al. 2018. Bringing agroecology to scale: key drivers and emblematic cases. Agroecology and Sustainable Food Systems. Acesso on line. Disponível em: https://doi.org/10.1 080/21683565.2018.1443313.

Campolin, AI. 2005. Abordagens qualitativas na pesquisa em Agricultura Familiar. Corumbá: Embrapa Pantanal, 2005.

Charron D. 2012. Ecohealth research in practice: Innovative applications of an Ecosystem Approach to Health. New York: Springer Publishers.

Cornwall A. 2008. Unpacking ‘Participation’: models, meanings and practices. Community Development Journal 43: 269-283.

Darnhofer I. 2010. Strategies of family farms to strengthen their resilience. Environmental Policy and Governance, 20(4): 212–222.

Darnhofer I, Gibbon D, Dedieu B. 2012. Farming Systems Research: an approach to inquiry. Farming Systems Research into the 21st Century: The New Dynamic. Dordrecht: Springer Netherlands.

Duru, M; Therond, O; M. Fares. 2015. Designing agroecological transitions: a review. Agron. Sustain. Dev., 35:1237–1257.

Francis CA, Gliessman SR, Lieblen G et al. 2003. Agroecology: the ecology of food system. Journal of Sustainable Agiculture 22(3): 99-118.

Gomes JCC. 2005. Pesquisa em Agroecologia: Problemas e Desafios. In Agroecologia: Princípios e técnicas para uma agricultura orgânica sustentável (Aquino M, Assis RL, eds.). Brasília: EMBRAPA.

Gunderson L, Holling. 2002. Panarchy. Understanding transformations in human and natural systems. Washington: Island Press..

Haro FA. 2017. O impacto de (não) ter impacto: Para uma sociologia crítica das publicações científicas.Revista Crítica de Ciências Sociais 113: 83-106.

IBGE. 2006. Censo Agropecuário.

Klein JT. 2015. Reprint of “Discourses of transdisciplinarity: Looking back to the future”. Futures 65:10–16.

Lebel J. 2003. Health: an ecosystem approach. Ottawa: International Development Research Centre.

Lopes, V. 2010. Mato Grosso, Território de Oportunidades. Cuiabá, MT: Entrelinhas.

Lopes FG, Chontal MAH, Saguilan PC, Gabriel AL. 2018. Development of the Concept of Agroecology in Europe: A Review. Sustainability 10:1210.

Lynch J. 2006. It’s not easy being interdisciplinary. International Journal of Epidemiology 35(5): 1119–1122.

Morin E. 2007. Introdução ao pensamento complexo. Porto Alegre (RS): Sulina.

Nielson NO. 2001. Ecosystem approaches to human health. Cadernos de Saúde Pública, 17: 69–75.

Olival AA. 2005. Estudo propositivo do território Portal da Amazônia. Campo Grande: Fundação Cândido Rondon.

Olival AA. 2016. A Resiliência em Assentamentos Rurais: uma experiência na região norte de Mato Grosso. Sustentabilidade em Debate 7: 2:90.

Ramos P. 2014. Uma história sem fim: a persistência da questão agraria no Brasil rural contemporâneo. In O mundo rural no Brasil do século 21: a formação de um novo padrão agrário e agrícola (Buainain AM, Alves E, Silveira JM, Navarro Z, eds.). Brasília: Embrapa, pp 658-690.

Souza KR, Kerbauy MTM. 2017. Abordagem quanti-qualitativa: superação da dicotomia quantitativa-qualitativa na pesquisa em educação. Educação e Filosofia 31(61): 21-44.

Thiollent M. 1997. Pesquisa-ação nas organizações. São Paulo: Atlas.

Toledo RF, Giatti LL, Jacobi PR. 2014. A pesquisa-ação em estudos interdisciplinares: análise de critérios que só a prática pode revelar.Interface (Botucatu) 18(51): 633-646.

Verdejo ME. 2006. Diagnóstico rural participativo: guia prático DRP. Brasília: MDA / Secretaria da Agricultura Familiar.

Weihs M, Mertens F. 2013. Os desafios da geração do conhecimento em saúde ambiental: uma perspectiva ecossistêmica. Ciência Saúde Coletiva, 18(5):1501–1510.
Publicado
27-06-2019
Sección
Artículos