Jung e o Islam: contribuições à diversidade religiosa

  • Marcos Fleury de Oliveira

Resumen

Muitos daqueles que já escutaram o canto do adān podem ter se sensibilizado bastante ou, pelo menos, podem ter sentido algo diferente, estranho, estrangeiro. Mas, antes de mais nada, devemos esclarecer que o adan não é propriamente considerado uma música, mas um chamado feito cinco vezes por dia em todo o mundo muçulmano para lembrar e congregar os fiéis nos horários de oração. Minha intenção aqui é justamente lembrar um pouco dessa estranheza porque ela é parte de um sentimento muito forte descrito por Jung ao ter contato pela primeira vez com os povos muçulmanos do norte da África, há quase um século atrás. Essa estranheza ainda hoje constitui-se como um sentimento que o “ocidente” experimenta em relação ao “oriente” e é também um sentimento que parte do ocidente experimenta também com relação aos muçulmanos e ao Islam. Independente do fato de que sejamos crentes ou ateus, o entendimento que temos sobre Deus, a religião ou a fé, terá um peso considerável no modo como enxergamos muitos dos conflitos atuais. Para trabalhar essa questão e apresentar alguns elementos importantes para a superação dessa dissociação histórica com o “outro”, o estranho, o estrangeiro (concreto e simbólico), vou trazer algumas ideias do psicólogo suíço Carl Gustav Jung e do místico andaluz Ibn ʿArabī. Tentarei mostrar como ideias e autores aparentemente tão dispares podem dialogar entre si e nos oferecer novas perspectivas para a reflexão contemporânea. Comecemos com Freud e Jung.

 

Cómo citar
de Oliveira, M. F. (1). Jung e o Islam: contribuições à diversidade religiosa. El Azufre Rojo, (2). Recuperado a partir de https://revistas.um.es/azufre/article/view/293001
Sección
Artículos